terça-feira, 20 de dezembro de 2016

RESULTADOS NAS ELEIÇÕES, FEZ EU REFLETIR SOBRE O PODER: O PREÇO DA DERROTA EM UMA ELEIÇÃO: FALTA DE ESTRATÉGIA, TRAIRAGEM OU CONFIANÇA.


O PREÇO DA DERROTA EM UMA ELEIÇÃO: FALTA DE ESTRATÉGIA, TRAIRAGEM OU CONFIANÇA.

A política é dinâmica, um cargo na política é temporário, e quem define o poder  é o voto, as alianças e o tempo. Quais são as consequências de uma derrota? Qual foi o erro? O que faltou?  Falta de estratégia (métodos utilizados foram antigos, mesmo que em outro momento ele trouxe uma vitória, mais o cenário mudou gradativamente), muita confiança (o trabalho realizado alcançou muita gente, e os concorrentes foram percebidos como inferiores), ou trairagem (os chamados ingratos, hipócritas, aqueles que receberam de qualquer forma, o apoio, os investimentos, mais ficaram cegos na escuridão e acabaram trocando seus valores por bens), esses e outros fatores podem influenciar em um resultado negativo, e sem o poder, os ‘’amigos” somem e  surgi o anonimato, que é o mais preocupante, por que para se levantar requer muita energia, são poucos o que se reconstrói, é raro ver algo antigo,  sem nada diferente voltar ao poder, é preciso que haja reciclagem. O que passa na cabeça de um político com muitos mandatos, e que ao longo de anos carregou consigo a responsabilidade de um poder, onde ajudou muita gente. Outro caso é um político que estava no início de tudo e que se lutava fortemente para trilhar um caminho mais, e no momento do salto, acaba não conseguindo. Observo da direita para a esquerda, grandes nomes da política até hoje não conseguiram se erguer, e muitos também que se renovaram e que voltaram mais poderosos. Um certo dia andando pelas ruas, me deparei com homens que foram poderosos, que visitou o mundo, que comeu nos melhores restaurantes, que passou nas melhores grifes, e hoje estão longe do poder e vivem no anonimato. Há chances reais de voltar ao Poder, se reciclando, como se reciclar? Eu provoco o leitor, para uma simples analise desse texto.


Por Helias Morais

REFLEXÃO SOBRE O VALIOSO TEMPO, TEXTO VIDA APRESSADA.

Vocês já repararam que ninguém mais, hoje em dia, tem tempo? Mal levantamos da cama e já estamos atrasados!

O dia parece cada vez mais curto. Corremos de manhã até a noite e para tudo temos um horário apertado: falamos rapidamente ao telefone (não podemos perder tempo!), conversamos rapidamente com nossos filhos (não podemos perder tempo!), batucamos impacientes na mesinha do computador porque a conexão vai demorar trinta segundos (não podemos perder tempo!), enfiamos a comida na boca sem sentir bem o sabor dos alimentos (não podemos perder tempo!), engolimos o café e queimamos a língua porque ele demora a esfriar (não podemos perder tempo!), damos uma olhada no jornal, pulando páginas, misturando tudo (não podemos perder tempo!)... Afinal, para que queremos tempo?

Foi observando essa verdadeira obsessão com o tempo que comecei a refletir sobre a importância de se trabalhar esse assunto com os alunos. Porque eles também parecem não ter tempo para mais nada. A agenda de tarefas e compromissos dos nossos alunos é assombrosa! E parece que os pais não podem ver uma brechinha que já inventam alguma atividade, porque seus filhos "não podem perder tempo"! E assim vamos ensinando essa correria aos jovens, que começam a pensar que isso é que é normal. Se virem uma pessoa fazendo as coisas com calma, comendo devagar, lendo um livro página por página, conversando tranqüilamente... vão pensar que se trata de um extraterrestre.

E, no entanto, é preciso mostrar a eles que há uma outra forma de viver. Que certas coisas, para serem prazerosas ou proveitosas, devem ser feitas sem pressa. Conversar em família, por exemplo, é uma delas. Não se pode conversar, trocar confidências, curtir a presença uns dos outros, olhando toda hora para o relógio, com a sensação de "estar perdendo tempo".

Dou aulas de leitura e vejo que um dos obstáculos para a boa compreensão de textos é a pressa com que muitos alunos lêem. Parece que fazem uma competição para ver quem termina mais depressa. Por isso, peço que leiam mais devagar, que prestem atenção no que estão lendo, que meditem ou reflitam sobre o tema. Percebo que muitos deles começam a se impacientar — querem acabar logo, não importa a qualidade do trabalho, o importante é chegar logo ao fim... Com esses, é preciso um longo trabalho de reeducação. Mas nós, os professores, precisamos dar o exemplo. E não só os professores. Todos aqueles que se relacionam com os alunos precisam mostrar que têm tempo, sim, para conversar e ouvir com calma. É preciso também respeitar o ritmos individuais e não submeter a maioria dos alunos ao ritmo dos mais apressados. Na vida, como na escola, nem sempre os mais apressados são os mais eficientes.

O tempo é um bem muito precioso. Gastá-lo numa agitação frenética e sem sentido não é uma forma inteligente de viver. Saibamos reservar tempo para os momentos mais importantes da nossa vida, para que, mais tarde, não venhamos a nos arrepender de não ter dito uma certa palavra, de não ter feito um certo gesto, de não ter tido uma certa conversa, porque não tivemos tempo...

Por DOUGLAS TUFANO